24.08.2026
O relatório dedicou atenção especial à Microsoft, Google e Amazon, descrevendo-as como a espinha dorsal da infraestrutura de nuvem e inteligência artificial de Israel.
Uma investigação identificou 130 empresas em seis continentes que
fornecem armas, tecnologia, logística e infraestrutura de guerra a Israel.
Principais Pontos
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A investigação identificou 130 empresas de 23 países que
continuaram a fornecer Israel de outubro
de 2023 até maio de 2026.
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Investigadores afirmaram que o apoio ia além da produção de armas,
incluindo logística, computação em nuvem, inteligência artificial e sistemas de
energia.
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Empresas americanas representavam a maior fatia dos fornecedores,
enquanto os gigantes da tecnologia foram identificados como centrais para a
infraestrutura militar de Israel.
Rede Global de grandes
empresas multinacionais
Uma investigação de fontes abertas conduzida pela Arabi Post identificou 130 empresas de 23 países em seis continentes que continuaram a fornecer armas, tecnologias, apoio logístico e serviços industriais a Israel, de outubro de 2023 até maio de 2026.
O relatório acrescentou que
essas cadeias de abastecimentos permaneceram ativas apesar dos repetidos apelos
internacionais e das medidas da ONU instando os Estados a suspender as
transferências de armas ligadas às operações militares de Israel.
De acordo com a investigação,
a estrutura de apoio ia além da produção direta de armas e representava o que
os investigadores descreveram como um amplo ecossistema industrial
multinacional sustentando operações israelitas em Gaza, Cisjordânia ocupada,
Líbano, Síria e Irão.
Os investigadores disseram
que se basearam em documentação de fonte aberta, incluindo registos oficiais,
relatórios institucionais, divulgações de empresas, reportagens de investigação
e dados públicos. O relatório afirmou que os nomes das empresas, estruturas de
propriedade e relações de fornecimento foram cruzados e categorizados de acordo
com o setor e o país.
Além das Indústrias Tradicionais
de Armamento
A investigação constatou que
as cadeias de abastecimentos militares operam cada vez mais através de sistemas
que vão além das fábricas de munições e linhas de produção de aeronaves.
Os investigadores disseram
que essas redes incorporavam tecnologias e serviços de uso duplo que iam desde
a eletrónica e telecomunicações até software, sistemas logísticos,
materiais industriais e infraestruturas em nuvem. Em vez de funcionarem como
contratos isolados de armas, o relatório descreveu esses setores como partes de
uma estrutura de apoio contínua que sustenta capacidades militares ao longo do
tempo.
A investigação também
enfatizou que os anteriores relatórios de guerra se concentravam frequentemente
em pacotes de auxílio estatal ou grandes transações de armas, enquanto a sua
pesquisa procurava mapear tanto empresas públicas como privadas atuando como
fornecedoras contínuas.
Empresas americanas dominavam
a rede de fornecedores identificados
O relatório constatou que as
empresas dos EUA representavam o maior agrupamento nacional, representando mais
de um terço das empresas identificadas. As empresas listadas incluíam a Boeing,
a Lockheed Martin, a RTX (Raytheon), a Northrop Grumman, a General Dynamics, a
Palantir, a Google, a Microsoft, a Amazon e a Caterpillar.
Os investigadores
identificaram 43 empresas a operar apenas nos Estados Unidos. A Europa contava
com 39 empresas em 13 países, com a Alemanha a liderar o continente em nove
empresas, seguida pelo Reino Unido e Sérvia.
O relatório também identificou
uma presença israelita significativa com 22 empresas nacionais, incluindo a
Elbit Systems, a Israel Aerospace Industries e a Rafael Advanced Defense
Systems. Entretanto, a Índia estava entre os maiores contribuintes asiáticos,
com sete empresas, ao lado de empresas do Japão, Coreia do Sul e China.
De acordo com a investigação,
essa distribuição refletia o que os investigadores descreveram como uma
estrutura globalizada de apoio militar que se estendia pela América do Norte,
Europa, Ásia, África e Oceânia.
Indústrias de Defesa
Lideraram a Rede
O relatório classificou
empresas identificadas em vários setores, incluindo indústrias de defesa,
logística e transporte marítimo, cibersegurança, inteligência artificial,
energia, engenharia e materiais industriais. As indústrias de defesa e
armamento representaram mais da metade das empresas identificadas na
investigação.
Os investigadores, no
entanto, concluiram que o apoio tecnológico passou a ter um papel cada vez mais
crítico nas operações militares. Cibersegurança, sistemas de IA, serviços em
nuvem e infraestruturas de processamento de dados representavam aproximadamente
dez por cento dos setores identificados, refletindo a crescente dependência de
capacidades digitais no planeamento militar e operações de campo de batalha.
Crescente Papel da IA e da
Infraestrutura em Nuvem
O relatório dedicou atenção
especial à Microsoft, Google e Amazon, descrevendo-as como a espinha dorsal da
infraestrutura de nuvem e inteligência artificial de Israel.
A plataforma Azure da
Microsoft, juntamente com os serviços Google Cloud e Amazon Web Services
através do Projeto Nimbus, foram identificados como componentes principais num
sistema supostamente usado para processamento de dados em grande escala e
suporte operacional. O Projeto Nimbus, envolvendo a Google e a Amazon, foi
citado como um contrato supostamente avaliado em cerca de US$ 1,2 mil milhões.
De acordo com a investigação,
esses sistemas cumprem cada vez mais funções operacionais ao coligir e
processar grandes quantidades de informações e acelerar a tomada de decisões no
campo de batalha. Os investigadores sustentaram que tais sistemas criam o que
equivale a uma infraestrutura digital capaz de suportar operações simultâneas
em múltiplas frentes.
Sustentação Operacional de
Longo Prazo
Os investigadores afirmaram
que sustentar campanhas militares exige muito mais do que apenas a entrega de
armas.
O relatório destacou a Boeing
entre as empresas ligadas a alguns dos programas militares de maior valor,
incluindo projetos de aeronaves F-15 e pacotes de armamento mais amplos. Também
fez referência aos marcos de financiamento militar dos EUA e estimativas de
milhares de milhões de dólares aprovados desde outubro de 2023.
De acordo com a investigação,
entregas rápidas de munições, sistemas de defesa aérea, peças de reposição e kits
de orientação permitiram a prontidão operacional contínua e possibilitaram que
sistemas militares funcionassem sem interrupções, apesar das campanhas
prolongadas.
Operações Multi-Frente
O relatório concluiu que, à
medida que as operações militares se expandiram de Gaza para o Líbano, a Síria
e o Irão, a dependência das estruturas globais de fornecimentos se
intensificou.
Os investigadores concluíram
que as operações militares dependem cada vez mais de sistemas integrados
envolvendo logística, tecnologia, infraestruturas de nuvem, redes de energia e
produção de armas. De acordo com a investigação, essas estruturas
interconectadas permitiram continuidade operacional e rápida adaptação, apesar
da expansão da atividade militar em múltiplas frentes ao longo de mais de 30
meses de conflito.
(Arabi Post, QNN, PC)
Fonte: https://www.palestinechronicle.com/130-companies-23-countries-investigation-reveals-international-infrastructure-behind-israels-wars/?utm_source=emailoctopus&utm_medium=email&utm_campaign=The%20Palestine%20Chronicle%20Newsletter%2C%20May%2021, publicado em 21.05.2026 e
acedido em 17.08.2026
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSnQuKkXZ69rcPpNk-7wRoeTOsmwhU8SBBW3Q&s
Tradução de TAM

